“Animal que faz furos”
Um punho que faz silêncio.
Uma boca que faz força.
Um estômago que faz a obrigação.
Uma pele que faz o melhor possível.
Um ator que faz sorrisos.
Uma princesa que faz sala.
Uma chama minguada e pesarosa
que se consome obrigada e amarga
que se arrasta violada
criando sulcos pesados
deixando vestígios levianos
e, enfim,
indiferentemente indiferentes
mas indiferentemente indiciais
indiferentemente lá
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