O fruto do conhecimento do bem e do mal
era tal, apenas e tão somente digerível pela
amilase salivar.
Adão e Eva podiam-lho comer quanto quisessem
a recomendação divina era apenas que mastigassem
e mastigassem a ponto de formar papinha
e bochechar a papinha pelos vãos dos dentes,
e isso era meio nojento, as vezes a boca em bico
esguichava papinha com a bochechona cheia demais,
(os papais e mamães nutririam os filhos,
com essa papinha salivada,
ao longo de um looongo desmame,
mas isso era meio nojento)
Era meio nojento, explicou a serpente.
O conhecimento do bem e do mal
precisa ser higienizado.
Não precisa desse bochecho pelo vão dos dentes,
quando der pra engolir, engulam, ora,
como qualquer alimento
como qualquer animal faria.
O Paraíso,
este não foi a lugar nenhum.
Os grandes patriarcas perceberam
que não fazia nenhuma diferença
mascar o fruto ou engolir sem mastigar.
As pessoas começaram naturalmente a dizer palavras terríveis com a boca,
já que aquela boca estava isenta da obrigação de cuspir na boca de um bebê.
Os bebês porem foram alimentados de mil outras formas
desmamados de mil outras formas.
(todas piores, e impossíveis de equilibrar)
Esse é o progresso,
o Paraíso não foi a lugar nenhum.
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