Quando a dúvida da criança
é legitimada como opinião de adulto,
quem legitimou?
A oposição antifascista odeia crianças,
odeia a criança em nós.
A criança faz perguntas espontâneas
que dão tela azul no adulto letrado.
A pergunta é tão trivial
e a resposta tão ramificada
que dá tilt. O tilt vira humilação
se em vez da criança, um marmanjo fascista.
"Se matarmos os bandidos acaba o crime? Se matarmos os pobres, acaba a pobreza? Se raspar a amazônia a vida melhora? Será que o aborto isso isso aquilo? Será que o transexual isso isso aquilo?"
Os questionamentos fascistas são tão tolos,
qué impossível responder na ponta da língua.
Monstro no espelho: em parte
são dúvidas da oposição também.
Esse embaraço valida a dúvida como "opinião".
Dúvida não é opinião,
mas em décadas de transformação do mundo
tanta dúvida sem resposta,
esvazia as certezas da palavra opinião ,
e a dúvida encampa como legítima opinião.
E o que polariza em faíscas,
é que opinião é fim da linha.
Dúvida é semente que ramifica
opinião não se discute, só berrante.
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