"Pros moradores era que nem um passarinho"
Os marginais do meu país
já eram meio parkour meio voadores
pulavam muro e entravam na sua casa,
mas já nem era pra roubar:
usavam pra cortar caminho,
pessoal sempre na rorreria, né?
Cada dia pulava uns três seu muro ao longo da tarde
entrava e saía, na correria,
no máximo levava uma vassoura ou uma peça de roupa.
Pros moradores, era que nem um passarinho.
A criminalidade estava circulando
tão livremente pelos muros e grades,
pelas cercas e terraços, dos condomínios e bairros,
que alguns senadores muito empreendedores
regulamentaram o serviço de entregas, correios e deliverys
via mochila de marginais pulando os muros.
E um deles precisou cutucar a Amara,
que conversava nem o viu
tirou a mochila, e dela, o burger delivery que Amara pediu
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