domingo, 25 de fevereiro de 2018

[APPEND] Teologia dos memes

Pessoal, seguinte: 
meus textos realmente não são - formalmente - mto bons mesmo.
Porque eu não trabalho eles até o ponto necessário. 
Sempre deixo pra posteridade a maioria dos tratamentos subsequentes que meus textos - e os textos de modo geral - precisam. 
Mas é isso, minha vocação só vai até aqui: receber estas luzes são demônios que me tiram da cama altas horas da madrugada insone.
Um dia estarei pareado com pessoas de fato dotadas de vocação literária para terminar de levá-los ao ponto que necessitam.
Por hora...

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"A intuição também tem a substância da prisão."

É bem íntimo meu.
Não é esperado que o efeito seja o mesmo sobre vc,
mas, um dos memes que mais me fascinavam
na minha infância pré-internet
é o seguinte diálogo:
PESSOA A: "o que é isso"
PESSOA B: "não interessa"
PESSOA A: "se não interessasse eu não estaria perguntando"
PESSOA B: "nem eu respondendo!"

A pessoa B sairia cantando vitória, 
endossadamente pela pilhéria dos presentes,
mas, mediante imediata avaliação lógica,
fica evidente que a pessoa A foi ratificada! 
(ou seja, no fim das contas deve "interessar sim", né...).
Como se diz hoje sobre jogar xadrez com um pombo:
"ele derruba todas as peças
caga no tabuleiro
e ainda sai cantando vitória."

Nem me lembro se cheguei 
a me sentir alguma vez 
injustiçado por esta ferramenta
- mesmo pq é uma ferramenta fácil 
de se dominar e aplicar (um meme) em seu favor. 
Meu fascínio advinha não da injustiça.

Meu fascínio vinha de que 
eu reconhecia intimamente 
que não seria capaz de criar uma composição assim, 
tão singelamente fora da lógica aristotélica.

Meu fascínio vinha de que 
minha ordinária intuição para lógica 
já era uma colossal limitação criativa
quando se tratava de criar coisas assim.
Era necessária uma faculdade intelectual 
muito aquém do mínimo realmente esperado 
de um aluno de primeiro grau, 
para semelhante brilhantismo.

Qualquer pessoa que tenha 
entendido o valor da Educação à tempo,
e levado a escola a sério desde a tenra infância,
somente será capaz de criar, no máximo, 
aquele nonsense artificialesco meio Douglas Adams,
meio nonsense inglês de um modo geral -
onde transparece o Método.
A intuição também tem a substância da prisão.

Ninguém entende porque o Brasil
jaz e sempre jouze (sic) tão aquém
de tanto potencial.
Mas sob a perspectiva da Teologia dos Memes, sim, faz todo sentido.
Estamos na geladeira do subdesenvolvimento maturando historicamente.
Estivemos precisando sempre jazer na miséria intelectual
aguardando o tempo histórico que se avizinha:
o advento da internet, com seus memes de figurinha e vídeos,
a Era em que o Brasil deslancha como Potência.
Mais algumas décadas e estaremos consolidados 
como Potência cultural da era dos memes;
poderemos então começar a oferecer 
saúde e educação de qualidade a todos, 
desde beeeem brasileirinhos.


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