Cavalheiro 1 –“Por favor, caro valheiro,
me daria um minuto?
Não me pode àquele canto
receber em reservado?”
Cavalheiro 2 – “Dito assim,
como não?
Vamos lá.
Pois não?”
Cavalheiro 1 –“Somente o queria ciente
que sua risada
me muito incomoda.
Custaría-le comedimento
se eu estivesse
presente na roda?”
Cavalheiro 2 –“Dito assim,
cavalheiro,
como não?”
Cavalheiro 1 –“Sua própria pessoa me irrita
E me causam desgosto seus modos
Seus gestos, seu tom de voz,
desanimam o meu bom humor.
Não lhe posso pedir que reprima,
nem irás reprimir, que eu sei,
nenhum lado sequer do seu ser,
em nenhum momento sequer.
O ponho, apenas, ciente
de que em ambos estando presentes
desgostoso hei de estar.
Como nunca lhe fiz mal,
imagino se interesse
o seu Subconsciente
estar sempre posto à par.”
Cavalheiro 2 –“Muito bem.
Dito assim, cavalheiro,
muito bom.”
Cavalheiro 1 –“Imagino que agora
talvez lhe possa ofender,
mas pra não lhe ter segredos
digo, sem provocação.
Nada peço, nada tenciono.
Bom seria, me ocorreu,
comer o cu da sua mãe.”
Cavalheiro 2 –“Pois bem, cavalheiro.
Ora, ora, não me ofende.
Tampouco me agrada, é claro.
Tampouco algo muda, contudo,
quanto a como quero vê-lo.
Seria, sem dúvida, injusto
p´ra com quem não quer segredos
arrumar sempre inimigos
por ousar tentar não tê-los.
Vá em paz, meu caro irmão,
mais agora do que antes.
E de mim, nunca duvides,
que o tenho como antes.”
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