Ressalva: isso não é uma interpretação possível *** Querido “diário contextual”, Ontem eu comecei a montar o som do Libirinto, e descobri que este curta ia ser uma das realizações máximas da minha vida. Porém eu sabia que não podia contar pra ninguém, senão tudo ia dar errado, suponho que o Première ia dar crash toda vez que eu tentasse renderizar, ou que o som das partes que ainda faltavam passaria a não sair tão maravilhosamente genial como vinha saindo até então. E como eu sabia que eu não podia contar pra ninguém, eu não contei. Mas eu tive que contar para algumas pessoas. Na verdade escrevi pela internet, de passagem, estou acordado até agora e liguei o computador então vou aproveitar pra tentar voltar atrás com algum. Eu tive que contar para algumas pessoas e, de fato, o filme vai ficar um lixo. Acabei de descobrir. Montei montei, e o maravilhoso não-realismo sonoro que prometia superar o de Sabão, começou a se transformar no maravilhoso não-realismo sonoro dos quadros acelerados do programa do Didi. O Libirinto mudou de promessa e agora promete ficar um lixo. Ontem eu não conseguia dormir porque o filme ia ficar genial demais para que eu não ficasse ansioso sobremaneira, o que me deixava inquieto demais para dormir; hoje eu não consigo dormir porque a realizaçografia da minha vida não parece mais o seu belo e precoce ponto culminante. O trabalho de infindáveis horas e tensões no colo vai frutejar um lixo, e isso também me tira o sono. Na insônia de ontem eu me debati até ter de levantar para registrar (a mão, na agenda) o maravilhoso roteiro que aproveitou a angústia do Libirinto maravilhoso para me desaquietar a ponto de me tirar da cama, “Pesadelo de Rachel”. O Libirinto me tirou o sono, e o “Pesadelo de Rachel” me tirou da cama. Já na insônia de hoje, o fracassado Libirinto me tirou o sono, e quem me tirou da cama foram estes dois lindos poemas que posto hoje, e a idéia de iniciar esta prática do “diário contextual”, no qual contextualizo o contexto que levou minha passiva mente passiva criadora passiva a frutejar estes dois segundo mais um estilo totalmente inédito na minha registração poética, longe de me preocupar em evitar a coesão lógica do parágrafo, este “diário contextual” é pra registrar pro meu lembramento e eventual constatação de u padrão, registrar o contexto em que surgirem os vindouros poemas que marcarem vindouras mudanças de estilo que não voltam mais talvez. Eu gostava da época do “Pipi salientinho”. Na época da “Febre da tartaruga” registrava um pouco inseguro. Estes aqui já me parecem der de algum interesse; não nego que talvez seja um interesse não genuinamente meu, mas me tiraram da cama. Outra coisa que valeu a pena levantar pra registrar foi uma idéia de um nome já satisfatoriamente definitivo para o roteiro com a Bianca, até então chamado provisoriamente de “Bianca desconhecê-la”, doravante referível por “A verdade sobre Bianca em cima de Bianca”, um nome bem bom a não ser pelo fato de que usar ou não usar uma vírgula implica demasiado claramente numa escolha que eu não quero fazer, pelo menos agora. Não relisto.
Este é o meu simulador de realidades não-convencionais. Um registro de impressões não-líricas, ou, de certa forma, líricas também.
** Publico-os aqui na proposição de que os eventuais leitores se sintam convidados a postar todas as interpretações possíveis que lhes ocorram durante as eventuais leituras. **
Ressalva: isso não é uma interpretação possível
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Querido “diário contextual”,
Ontem eu comecei a montar o som do Libirinto, e descobri que este curta ia ser uma das realizações máximas da minha vida. Porém eu sabia que não podia contar pra ninguém, senão tudo ia dar errado, suponho que o Première ia dar crash toda vez que eu tentasse renderizar, ou que o som das partes que ainda faltavam passaria a não sair tão maravilhosamente genial como vinha saindo até então. E como eu sabia que eu não podia contar pra ninguém, eu não contei. Mas eu tive que contar para algumas pessoas. Na verdade escrevi pela internet, de passagem, estou acordado até agora e liguei o computador então vou aproveitar pra tentar voltar atrás com algum. Eu tive que contar para algumas pessoas e, de fato, o filme vai ficar um lixo. Acabei de descobrir. Montei montei, e o maravilhoso não-realismo sonoro que prometia superar o de Sabão, começou a se transformar no maravilhoso não-realismo sonoro dos quadros acelerados do programa do Didi. O Libirinto mudou de promessa e agora promete ficar um lixo. Ontem eu não conseguia dormir porque o filme ia ficar genial demais para que eu não ficasse ansioso sobremaneira, o que me deixava inquieto demais para dormir; hoje eu não consigo dormir porque a realizaçografia da minha vida não parece mais o seu belo e precoce ponto culminante. O trabalho de infindáveis horas e tensões no colo vai frutejar um lixo, e isso também me tira o sono. Na insônia de ontem eu me debati até ter de levantar para registrar (a mão, na agenda) o maravilhoso roteiro que aproveitou a angústia do Libirinto maravilhoso para me desaquietar a ponto de me tirar da cama, “Pesadelo de Rachel”. O Libirinto me tirou o sono, e o “Pesadelo de Rachel” me tirou da cama. Já na insônia de hoje, o fracassado Libirinto me tirou o sono, e quem me tirou da cama foram estes dois lindos poemas que posto hoje, e a idéia de iniciar esta prática do “diário contextual”, no qual contextualizo o contexto que levou minha passiva mente passiva criadora passiva a frutejar estes dois segundo mais um estilo totalmente inédito na minha registração poética, longe de me preocupar em evitar a coesão lógica do parágrafo, este “diário contextual” é pra registrar pro meu lembramento e eventual constatação de u padrão, registrar o contexto em que surgirem os vindouros poemas que marcarem vindouras mudanças de estilo que não voltam mais talvez. Eu gostava da época do “Pipi salientinho”. Na época da “Febre da tartaruga” registrava um pouco inseguro. Estes aqui já me parecem der de algum interesse; não nego que talvez seja um interesse não genuinamente meu, mas me tiraram da cama.
Outra coisa que valeu a pena levantar pra registrar foi uma idéia de um nome já satisfatoriamente definitivo para o roteiro com a Bianca, até então chamado provisoriamente de “Bianca desconhecê-la”, doravante referível por “A verdade sobre Bianca em cima de Bianca”, um nome bem bom a não ser pelo fato de que usar ou não usar uma vírgula implica demasiado claramente numa escolha que eu não quero fazer, pelo menos agora.
Não relisto.